All The Money In The World
É uma coisa diferente, do que estamos habituados de Ridley ScottHistória interessante para vir para a grande telaBoas representações
Filme um pouco longo demaisPor vezes pode-se tornar enfadonho
7Bom

All The Money In The World é um filme realizado por Ridley Scott, e que antes de ter saído para as salas de cinema, já tinha gerado polémica. Isto tudo, porque inicialmente, a personagem de J. Paul Getty (agora interpretado por Christopher Plummer), tinha sido interpretado por Kevin Spacey. Após o escândalo sexual explodir, Ridley Scott teve dias para decidir o que fazer, e decidiu remover Spacey por completo do filme, de forma a não prejudicar o sucesso do filme, decisão esta que demonstra o calibre do realizador em questão.

O filme é um drama biográfico, com representações à medida, com algumas sequências de ação e alguns momentos cómicos – sempre sobre a avareza de J. Paul Getty – para aliviar a tensão e contar a história do rapto de J. Paul Getty III, o neto do homem mais rico do mundo, um magnata do petróleo. “Mas se ele é o homem mais rico do mundo, então basta pagar o resgate não é?”…sim, mas é precisamente aí que reside o problema: o avô não quer dar o dinheiro. Getty é o tipo de pessoa na qual Carl Barks se baseou para criar o Tio Patinhas, então ele chama o seu melhor negociador, Fletcher Chase (Mark Whalberg) para encontrar o seu neto “da maneira mais rápida e barata possível”, o que faz com que a mãe, Gail Harris (Michelle Williams) e Fletcher embarquem numa luta contra o tempo (e paparazzis) em Roma, onde Paul foi raptado.

Para mim a verdadeira estrela neste filme é a personagem de Getty. Gostei muito da interpretação feita por Christopher Plummer, e gostava que tivesse mais um pouco de tempo no filme, acho que poderíamos ter visto mais da sua avareza e do desregrado pela sua família, ao mesmo tempo que os quer perto dele, não por gostar deles, mas para manter a linha de sangue Getty. Também gostaria de agradecer a Mark Whalberg, por mais vez demonstrar que  consegue fazer coisas melhores que a saga Transformers.

É um filme que mostra, mais uma vez, uma faceta diferente de Ridley Scott, porque estamos todos habituados a ver dele um Alien ou um Gladiador, mas este não é esse tipo de filme, este é o tipo de filme que nos mostrariam num museu se quiséssemos saber a história sobre o neto do homem com todo o dinheiro no mundo.

Portanto, se estiverem à espera de outro Blade Runner, guardem o dinheiro. Mas se quiserem ver um filme interessante, mas que é uma boa maneira de passar o tempo, então eu diria que este é um bom filme.

 

Correção do Texto : Teresa Rocha