O filme de ação/thriller “Peppermint”, faz mais sentido quando se percebe que foi realizado por Pierre Morel, o mesmo que nos trouxe “Taken”, e escrito por Chad St. John.
Peppermint conta a história de Riley North (Jennifer Garner) que vê o seu marido Chris (Jeff Hephner) e filha Carly (Cailey Fleming) serem mortos, por agentes de Diego Garcia (Juan Pablo Raba) chefe de narcotráfico, numa feira popular.

Apesar de Riley ter identificado os autores do crime, graças a um sistema corrupto, eles saem em liberdade, e ela decide fugir.

Passados 5 anos, no aniversário da morte da família, Riley volta à cidade mais forte do que nunca, e com o único objetivo de matar todos aqueles que tiveram ligação à morte da sua família.

 

 

“O sistema falhou, ela não vai falhar.”, talvez tenha falhado um pouco.

 

Peppermint tem gerado muitas contradições entre o público e a crítica. A crítica reprime fortemente este filme, acusando-o de ser um filme sobre vingança, racista e ignorante, que reflete a atual política anti-imigração americana.

No entanto, Peppermint tem a capacidade de entreter-nos (e fazer-nos soltar algumas gargalhadas) com toda a sua bravura extrema e violência gratuita. E tenta transmitir-nos igualdade com uma mulher (com algum teor de heroísmo), no papel principal, mas que fica bastante aquém do esperado.

Peppermint transmite, numa América cada vez mais racista, um cinismo em relação às leis e às instituições policiais, e sugere que o heroísmo pode ser definido por ações ilegais, em que a justiça não é solução, porque praticamente não existe, e que fazer justiça pelas próprias mãos é valorizado, se for em alguém que, por alguma razão, o mereça.

 

De 0 a 10, recebe um 5.

 

Data de estreia: 27 de Setembro